Só coisas boas no papel


(Cláudio Wagner)

Nascer pra esse mundo
ser filho de Carminha e
Assis.Neto de José Rodrigues
e de Marias.
Aquele dia!

Irmão de Poliana,
Paula e Clara.Tio
de Weslley e Willian.
Aquele dia!

Ser sobrinho
materno de Joca, Geraldo,
Luiz, Clarice.Auria, Nenê
e Helena.
Aquele dia!

Ser sobrinho
paterno de Izan, Toly, Vicente, Neta,
Bastinha e ainda pode chama de tia
Maria José.
Aquele dia!

Ser primo e amigo
Materno de Edson, Edgar,
Rodrigues, Rodolfo, Israel, Iure, Edna, Eda,Bárbara, Lílian e Beth.
Aquele dia!

Sobreviver ao coma
Walfredo Gurgel, vê o Sol.
a janela, ETFERN,voltar para
casa sorri,brincar
Aquele dia!

Ser amigo de Pinto agora João Batista,
Neguinho hoje Admildo Barbosa, Dedé agora
Admir Pinheiro, Rogério, Sergio, Alexandre, Naldinho,
Itinho, Bal, Marcelo, Marquinhos, Marcinho e agora Deniz e Danilo.
Aquele dia!

Passeata fora Collor,
Juscelino, Isabel Gondin,
UJS, PCdoB,lutar com obrigação de vencer.
Aquele dia!

Entra no banheiro com “M”
Carnaval, Arez, muita festa,
noite-a-dentro.
Aquele dia!

Voltar de Fortaleza
Aquela menina, torção nasal, falou da saudade,
Viaduto do Baldo, tardezinha, ela eu sempre quis.
Aquele dia!

Conhece Lucinete
Caicó, terra boa, povo bom,
maravilha.
Aquele dia!

Angelo Girotto
José Sotero, Escola, Militância, consciência,
Naldo, Anderson, Tony, Gesaias, Zé Carlos, algumas namoradas minhas.
Aquele dia!

Sobreviver à virada
do ônibus, Carnaval.Domingo.
Algum sangue seco, a noite em casa contando história.
Aquele dia!

Voltar de Fortaleza
ter encontrado por lá a Vivi,
Eduardo re-encontro, história e
integração.Amarante-São Gonçalo,
vidas novas muito bom.
Aquele dia!

Rogério re-encontro
Volta ao Lar, outro lar.
Irmãos e histórias, muitas felicidades.
Aquele dia!

21 e uns de Setembros sou pai de AUGUSTO,
Marianna é mãe só sorrisos, dia lindo, filho lindo,
Sol e pássaros contam para eterniza esse momento.
Aquele dia!

Hoje muitas festas UERN,
Lutas novas, Daniel, Carla, Márcia, Florêncio, Rodrigo,Lorena, Luiz, Hélio, Raphael, Julio Cezar, Verônica, Francisco e Solange essa menina Sol.
Aquele dia!

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Posted at às 17:22 on quinta-feira, 15 de março de 2007 by Postado por Claudio Wagner da Silva | 2 heresias   | Filed under:

Olhos

(Claudio Wagner)

Derramam sobre mim
o suco fino de tuas retinas
rotinas e prende meu peito teu jeito
olhos cruz que nus de forma cor
definas as grades dessa cela cancela.

Derramam sobre mim
olhos negros cujo
negrume me consume
me resume a ser uma presa
da beleza, deusa andreia (Dulcineia)
desse teu Don Quixote mui amante.

Derramam sobre mim
a fina flor amor, e todos teus
espinhos de carinhos, que na natureza
és realeza e mais fina fonte da pureza.

Derrama sobre mim
todo teu balsamo e me cura
das minhas incertezas e avarezas.

Derramam sobre mim
do teu jeitinho beijos adocicados
champanhe e vinho desse olhar que
chega a ser algo indecente, pois derrama
apenas em nós olhar, o que ele e teu corpo sentem.

Natal, 13 de setembro de 2004.

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Posted at às 18:06 on sábado, 10 de março de 2007 by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

É preciso

(Cláudio Wagner)

É preciso falar da ilusão de sonhos,
da solidão de acreditar sozinho, da desilusão de apostar
sem troco e do egoísmo de viver pros outros.

É preciso falar
dos passos errados que dei em tua direção
e que me prenderão nessa escuridão, de olhos negros
que transmitem mentiras.

É preciso falar
do egoísmo teu que sem minha permissão enganou
os sonhos, que o teu fez pro eu.

É preciso gritar
e também ouvir, por mais de mil anos

Também repetir, que és a musa vadia que meu
peito tentou refazer se dizendo diferente do que de fato é você.

É preciso agora,

Só para encera e acabar com toda cegueira que foi te amar

Pois agora que você de fato eu vejo, ganhas nesses versos sujos:

Amor, ódio e desprezo.

Natal, 23 de agosto de 2004.




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Posted at às 05:58 on sexta-feira, 9 de março de 2007 by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

As pessoas


(Cláudio Wagner)

Entregues a essas gotas toscas de uísque
barato. Algumas namoradas lindas, amigos
sem risos, caixa de gelo

Gelo de conversa
garota conversa.

Farsa entulhos e pessoas
que só mentem para mim.

Ah! Fim de semana
muito enjoa você.

Algo assim, eu meias verdades
e aquele tempo em que acreditava em você.

Resto agora

Eu, o gelo, cervejas sobras,
latas, esse bolo estragado, tal qual
As vidas que estraguei...!!!

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Posted at às 05:34 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

A chuva

(Claudio Wagenr)

Veio rápido como se foi

Lavou as ruas, molhou meus sonhos...

E na sua correnteza levou você de mim

Frágil flor de Lins e fortaleza de espumas

Da cachoeira de seus cabelos, nasce às cordas que me lavam ao cume do universo

Onde a deusa Vênus faz referencias ao nosso amor.

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Posted at às 05:22 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Minha vida até aqui

(Claudio Wagner)

Minha vida até esse momento
é lagrimas, cana, amigos e sofrimentos
busco algo já ultrapassado no passado
rogo o amor.

Minha vida até aqui
é como um beco frio escuro
e de paredes apertadas que
quando as busco elas fogem
se separam e separam de mim
O que já foi eu.

Mina vida

É filme do Almodóvar
um cartaz promocional
de inverno lido no verão.

Minha vida
já foi dela, hoje é tua
amanhã ateu pertence.

Minha vida até aqui
consultórios, laboratórios, macas
e sujos divãs.

Minha vida
me dei alta, demite
O Psicólogo; Psiquiatra a Cartomante
e não sei mais quem sou.

Minha vida até aqui
álcool, gasolina,R,M, A
findando aqui para recomeçar.

Natal, 31 de março de 2006.

Sede do PCdoB.

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Posted at às 05:21 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Decepção

(Claudio Wagner)

De nada adiantou teu carinho Lagarta
na fina construção do casulo
Eu, Borboleta e Amores, já não temos nada a vê
somos seres de víceras, colos e cores diferentes

Deixe-me desprovido
das ilusões nefastas de tuas decepções
Lagarta, pois sou besouro de mim
e caricias que inventou
joguei ao vento desse rompimento

Casulo, e não me anulo mais.

Sou ao vento
A metáfora, gostosa dessa flor de janeiro
que me acompanha a cada vôo matinal nesse
carnaval, metamorfose e vida.

Natal fevereiro de 2006,

11:56.

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Posted at às 05:18 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Uma mulher chamada minha Edite

Uma mulher, um Sol a perfeição
Um anjo, convite de sublimação
Um corpo, desejo, gostos uma visão
Te quero sem culpa, nem complicação.

Um ônibus, teus seios fartos, minhas dedicação
meu quarto, eu só satisfação.

Sem culpas, só nós sem solidão;

Meus sonhos, logo resolvem essa aflição,

Tenho-lhe, meu corpo jorra de excitação.

Desmistifico teus sonhos,

Num átomo de vida burficação

Agora a musa dês nuda
dos pecados e, da prizão

Somos únicos gozos na terra

Anjos sem demônios, só carnes festival de pura perfeição.

Cláudio 22:53 Agora para você.

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Posted at às 03:09 on sexta-feira, 2 de março de 2007 by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Héro+ina



Submerge fria no meu sangue quente;
Entorpece os sonhos, e o coração da mente.
Envaidece os gostos, confundindo a mente.
Mas nós carrega ao mundo de Deuses dês-crentes.

Oh! ilusão profunda essa menina causa em minha mente
Que encontro com Deus mesmo não sendo crente.
Fez brotar à fé nesse ateu do amor, paixão e sonhos indolente.

Aumentou até minha pressão arterial de gente
Quando te consumi minha menina mente.

Versos a Flavia

Cláudio Wagner
Natal, hoje de dezembro de 2006.

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Posted at às 03:07 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Madrugada

Na madrugada da vida breve
busco inspiração, és meu poema.

No sorriso do teu corpo
me sinto convidado para deitar
em tua cama quente.

Cláudio Wagner
hoje agora mesmo fevereiro de 2007

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Posted at às 03:01 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Esquece

(Cláudio Wagner)

Esquece a seda

a largata de goiaba

Esquece o casulo
já que a borboleta tem a psicologia de um pardal

Esquece os aplausos
pois se não segurares vai mijar o próprio pé

Esquece esse cara
e essa dona e vem comigo
roubar a lua
molhar o sol
e açucarar o mar
meu doce amor

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Posted at às 20:31 on quinta-feira, 1 de março de 2007 by Postado por Claudio Wagner da Silva | 1 heresias   | Filed under:

Hoje

(Claudio Wagner)

Não me resta nada,

nem mesmo o ar correndo macio aos pulmões

para regar a vida.

Hoje fica aqui despedida,

um pouco de soluço

provocado pela desilusão da lágrima.

Hoje respiro a falta da grana

para comprar o cigarro que poucos fumam

e deixo aqui a falta fúnebre

em forma dessa lápide poema

e a certeza alegre do retorno

num castiçal romance.

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Posted at às 20:25 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Versos que nascem da Sombra:

(*Claudio Wagner da Silva)
Versos que nascem do Medo, do Fundo da mais perfeita solidão
Versos que nascem nas cavernas, nas matas escuras,
nos manguezais frios e úmidos
São versos de tristeza, de Mal dizer, de falta de esperança.

Versos que nascem da Luz:
São versos agradáveis, versos de amor, versos de contemplação
São versos de tremenda força que modificam vidas,
que libertam mundos inteiros
Que transforma o medo em força de viver.

Versos que nascem da Harmonia:
São versos cantados, versos canção e rimas perfeitas
São versos que encantam, que enchem de brilho e
de satisfação o Coração do poeta.

Versos que nascem sobre musas:
As vezes falam mentira, contam formas que elas nunca tiveram
mas sempre comentam o gosto e as formas
Que satisfazem o poeta, e garantem a ele o amor
dessas fantásticas mulheres.
Divas de um mundo louco, mas real que é o coração e o pensamento
de quem compõe versos tais

Versos que nascem de amizades imortais:
São versos mais nobres que falam sobre coisas mais sinceras
com satisfação e sofisticação
Cantam lendas de infância contam mundos de cavalos
alados, de monstros e heróis.
De flores e soldados de chumbo, de Homens e Mulheres que um dia,
quando donos do mundo, se lembrarem da amizade perdida e
da infância que não deve ser jamais esquecida
vão ser sempre pessoas melhores.

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Posted at às 20:24 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Mar

Claudio Wagner

Não tem mais como voltar atrás, a corda já fez o seu serviço sujo
Mar, não foram apenas as ondas que se foram para não mais voltar,
Mas sim teu perfume, teus truques e todos os encantos.

Mar, a vida dessa vez acabou, não temos o que fazer somos só teus amigos
Não deuses, sequer temos controle sobre nossos sonhos, como te fazer voltar
Tal qual as ondas que chegam à praia num desfecho final, só que carregadas de vida
Retornam sempre para ti.

Mar, não tem graça rapaz, o ar que tanto foi teu companheiro, com esse gesto covarde e estúpido, não lhe acompanhara nesse fria e sem graça viagem.

És a mais patética criatura tão feio sem vida
Mar, sei que esta não devia ser a forma de pedir amor, de tentar pôr a culpa em alguém
Mar, como podes rapaz ser tão covarde com os amigos e só pensar em si mesmo
O plúbeo caixão que vai levar teu corpo humano para a última morada tem uma pecha
Gravíssima pois deixa aqui tudo o que o tempo nem ele jamais apagarão amor saudades
E essa poesia de metáforas vazias.

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Posted at às 20:21 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Quê pensas que julgas?

Claudio Wagner

Quando leres a lira minha
vais querer imaginar as emoções
que naquela hora vinham.
Quando leres com veemência
e com atenção
e em cada verso buscar formas
pra canção,
vais querer classificar os versos meus
em uma escola,
em um tempo
ou num museu.
Mas não vais encontrar
na literatura uma única forma
de pôr o poeta na clausura.
Não adianta quereres julgar,
leitor e observador demente.

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Posted at às 20:18 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Que pena

Claudio Wagner

Que pena perder o meu tempo e esses versos escrever

Que pena, que mentiu para mim e enganou a você

Que pena, seria mas fácil não fazer sofrer

Mentindo, fingindo e não sendo você

Que pena, que ficou comigo não sei nem porque

Por pena, que pena, talvez por prazer.

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Posted at às 20:17 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Dois amores que ficam para traz

Claudio Wagner da Silva

Fortaleza, ó bela Fortaleza
Ainda hoje, quando de ônibus eu te deixei
Fui pensando comigo, Fortaleza, de onde brota tua lírica beleza

Fortaleza, então consigo descobrir que tudo o que eu vejo de ti
Tem a ver com os amigos que para traz vou deixando como quem não volta mais

Ó Fortaleza como podes desprezar esse poeta que tanto chora por te amar
Es igual a menina que nessa terra eu amei, mas que nunca dos seus beijos
Eu provei
Mas um dia, quando eu resolver me aposentar, e Natal por Fortaleza trocar
Tanto tu como ela vão querer esses versos que faço para dizer
Que depois de minha linda Natal
É de vocês duas que o poeta gosta mais

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Posted at às 20:16 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Pra que nasce a poesia?

Claudio Wagner

A poesia nasce para ser rebelde
Sem forma sem cor
Sem cheiro e sem pátria.

A poesia nasce
Não para satisfazer o poeta
Mas para passar mensagens
Desse e de outros mundos.

Às vezes filha apenas de pai
Outras vezes só de mãe
Ela nasce no lugar secreto
Talvez o único lugar de fato
Onde reina a liberdade
Na imaginação do poeta

Ela não precisa ter uma forma definida
Mas sim um toque que transborde
Em corações e encha de alegrias as mentes
Ela não é sã nem é louca
Mas escrita na forma de um hino pode
Transformar o mundo
Emocionar gerações
E subverter a ordem regente

Pra que nasce a poesia?
Para transformar sonhos em realidades
E realidades em sonhos
Ela toma para si o destino
Do poeta que a pariu
Apenas para deixar mais alegre o mundo.

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Posted at às 20:15 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Lucrar é melhor que viver

Claudio Wagner

E assim, com essa lógica terrível
ele cresce.
Logo ele percebe e se vê o dono,
ele é dono da máquina,
ele é dono da fábrica
e se acha dono da vida.
Sem respeitar e olhar a ninguém o capitalista se diz:
"sou dono".
Sou dono do teu destino,
dono da tua sorte,
dono inclusive da tua fé.
Pra quê respeitar a natureza?
Pra quê entender a beleza?
Se lucrar é melhor do que viver.
Pouco me importa se esse rio um dia teve vida,
minha fábrica já o destruiu.
Pouco me importa
se o agrotóxico envenenou o solo,
a comida,
pois a cada rio morto
aumenta meu lucro
e a cada árvore derrubada
encho meu bolso.
E o que eu destruo aqui
posso ver em outro canto,
basta eu pegar meu avião
comprado a custa do seu trabalho.
E a comida que envenenei
pouco importa,
já que tenho lucro e posso saborear
em qualquer restaurante do mundo
os melhores banquetes,
por isso que lucrar é melhor do que viver,
mesmo que para isso
eu destrua o mundo
já que lucrei o suficiente para
morar em outro mundo,
por isso que lucrar é melhor do que viver.

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Posted at às 20:14 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Silêncio!

(Claudio Wagner)

Num silêncio
entorpecedor se fez
a poesia do meu destino
e nela gritei bem alto: te amo!

E nesse mesmo
silêncio explicarei a falência
desse amor que senti antes que desse
tempo para você também senti-lo.

Fechando-me em azes
e não direi a ninguém, por mais que
me torturem, as verdades sobre o meu amor
que faliu.

Num silêncio
de formas, cores, gostos
e sons de silêncio que só você,
e ele mesmo, saberão decifrar o que
em silêncio riscado em papel eu te digo.

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Posted at às 20:13 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Corações que me cercam

(Claudio Wagner)

Estou no meio
de três corações
que por serem tal não têm sexo
definido, nem estão aliados com
desejos meus de possuí-los.

São três músculos
que me devoram o espírito
e que roubam meu orgulho de dominador
que sempre fui, só que nesse cerco não passo
de uma preza docilizada pelos desejos dos meus
perseguidores.

Como posso
escapar do cerco ao qual
me pus sem temer consequências
se sim ou não, nem talvez felicidades.

Corações que me cercam
quem sabe se um dia saberão
que a felicidade que busco está por demais
restrita a três que viram um só, sem subtrações e sim
com adições de sonhos para nós.

Corações que me cercam
saibas que suas batidas constroem
aqui dentro de mim uma festa de ritmos,
cores e sabores diversos de diversas vidas que tal qual
queijo e o resultado gostoso daquilo que parecia estragado
numa forma, mas em outra e só gozo para quem pode saboreá-lo.

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Posted at às 20:08 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Último Carnaval

(Cláudio Wagner)

Assim findou o carnaval da minha vida:
daquela moça tirei a máscara,
voltei ao personagem frio da solidão.

Estou eu, labirinto Pierrot,
de volta ao mundo dos vivos,
sem sonhos, esperanças,
ruas de tambores, clarinetes,
sem drogas e botões de silicone.

Que hábito de mundo nu,
cru de ilusões, preces reais que já não são mais.
Pois ao ser destituído do carnaval daquela moça,
agora sou moço triste a trabalhar sério,
para construir um futuro certo de bagaço,
melaço, palhaço, estilhaço,
pedra e de pó dos retalhos, de quem brincou
o último carnaval daquela moça...

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Posted at às 20:07 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Um Sonho

(Cláudio Wagner)

É doce, bela, massa fina,

é vida estrofe, céu azul retina

e neve fosca ao raiar do Sol.

Sou eu e você, presos num só anzol.

Um dia logo voltarei a tê-los,

brilhantes, soltos, mãos, bocas,

olhos; sonhos de cabelos.

E sorrisos valsas,

Serafins sem fins;

do sonho ao pesadelo

essas grades, fios; alho, esse gosto ruim

Teu corpo, o meu convite ao desespero.

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Posted at às 20:05 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Obrigado ao Vento

(Claudio Wagner)

Obrigado ao vento por ter espalhado

todos os papéis da minha vida,

por ter colocado minha existência em xeque,

por ter distorcido as folhas que continham a esperança,

por ter levado a folha que continha você - doce substância desse meu viver -

mesmo assim te agradeço força canalha, pois ao levá-la deixou aqui, numas

folhas reviradas, aquela em que posso recomeçar e assim ser feliz.

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Posted at às 20:02 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under: