Na madrugada da vida breve
busco inspiração, és meu poema.
No sorriso do teu corpo
me sinto convidado para deitar
em tua cama quente.
Cláudio Wagner
hoje agora mesmo fevereiro de 2007
Na madrugada
Na ausência
Na ausência do êxtase
A conversa chata de um amigo legal e leal
No custo do fumo o sorriso da preta pedra
No socorro do vômito o bom da ressaca e da maca hospitalar
Na ausência dos fatos
O não aprisionamento das idéias
O arrebatamento do bom, do hálito e do hábito teu.
Na ausência de um acompanhante
Duas putas, pagas, pragas, folgadas e prontas
Na marmita lá da cozinha onde aprontas comigo.
Na ausência da ganância
Sobra dinheiro faltam cofres,
Mas sempre haverão contas para pagar.
Na ausência de Deus e do Lúcifer
A crença nas mães, pais, amigos, filhos e netos.
Na ausência da Lua
Iluminação artificial, néon
Velas até fogueiras.
Na ausência de campainha
Contrato alguém não fico a toa
Corro meus ricos, refaço rabisco arrisco
Um poema, uma musica algo assim.
Na ausência do mel
Açúcar mascavo, melaço de cana
Vinho do Porto, álcool combustível.
Cláudio Wagner da Silva
Natal, 28 de abril de 2007.
>>Confusão
Na minha boca passei a sentir teu cheiro,
No meu nariz teu gosto.
Nos meus dedos a pressentir teus sonhos
No meu dia a te ver como as horas que passam.
Não tenho, mas com sair dessa confusão
Tão benéfica para meu corpo.
Que mesmo com a confusão de seus sentidos
Já não consegue mais fingir para o mundo outra forma de sonhar.
Mas de que importa sentidos
Se tudo que quero agora é continuar preso
A essa, nova e deliciosa confusão organizada que é você.
Deusa de meu céu, comandante de minha nave estrelar,Dona dos meus secretos sonhos de doces realidades para dois.
Claudio Wagner da Silva
Natal, 21 de Agostode 2003.
Como destruir
Como posso destruir isso que sinto
Como posso separar por vezes por frases
Como posso discutir a vida nova
Como posso mentir verdades plenas
Como posso esquecer aquela cena
Como fazer vidas só para dois
se no final o que restou para nós dois
foi aquilo que tentamos construir, mas quem mandou você fugir
no momento crucial para uma vida que naquela madrugada aborrecida foi embora nem se quer se despediu, para mim logo para mim você mentiu!
Como posso esquecer você que ama
tudo aquilo que eu amo também.
Não, pois jamais que sou seu bem
Único homem que você jurou amar e agora pedes para eu te perdoar,
Mas que esse perdão não seja em vão, e quando outra vez eu te por no coração
Para que possa reatar os sonhos meus, bem no dia que outro beijo tu me deu
Nosso canto só o amor quem não esqueceu.
Sois aquela que veio para perturbar o amor e a vida nova que acabo de começar.
Claudio Wagner da Silva
Natal, 19 de julho de 2003.
Como ser original?!
Como posso ser original
se o que falo, penso e digo
outros já pensaram, muitos já falaram todo mundo repetiu.
Como ser original
se até meu começo milhares já comeram.
Como ser original
se vidas diferentes são clones de outras vidas.
Como ser original
se até meu filho que outra vai nascer
tem a ancestralidade de meus avós e vai ser neto dos meus pais.
Como ser original
em gestos se há milhares de anos
os gestos novos já estavam repetidos.
Como não ser Jesus Cristo de Nazaré se a cruz,
as dores e o sangue podre que carrego!
Vem a muito consumindo minha existência sem motivos de ser ou estar
Que por mais que tente ser original é apenas copia nada original de vida,
tua que se minha seria original.
Cláudio Wagner da Silva
Natal, 06 de setembro de 2003.
Só não fala de Flores
Fui bobo em crer que essa flor quecolhia
Pois seja a flor que for verbena ou açucenanão
Agora só me resta essa aflição solidãode
e na colheita da flor só o que ficou dor e seus espinhos que para sempre vai perfurar o coração de quem errou tentando acerta.É isso amor sem amar!!!!
Natal, CEFET-RN um dia de 2004 para esquecer
Cláudio Wagner