Na madrugada

Na madrugada da vida breve
busco inspiração, és meu poema.

No sorriso do teu corpo
me sinto convidado para deitar
em tua cama quente.

Cláudio Wagner
hoje agora mesmo fevereiro de 2007

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Posted at às 15:16 on domingo, 29 de abril de 2007 by Postado por Claudio Wagner da Silva | 1 heresias   | Filed under:

Na ausência

Na ausência do êxtase

A conversa chata de um amigo legal e leal

No custo do fumo o sorriso da preta pedra

No socorro do vômito o bom da ressaca e da maca hospitalar

Na ausência dos fatos

O não aprisionamento das idéias

O arrebatamento do bom, do hálito e do hábito teu.

Na ausência de um acompanhante

Duas putas, pagas, pragas, folgadas e prontas

Na marmita lá da cozinha onde aprontas comigo.

Na ausência da ganância

Sobra dinheiro faltam cofres,

Mas sempre haverão contas para pagar.

Na ausência de Deus e do Lúcifer

A crença nas mães, pais, amigos, filhos e netos.

Na ausência da Lua

Iluminação artificial, néon

Velas até fogueiras.

Na ausência de campainha

Contrato alguém não fico a toa

Corro meus ricos, refaço rabisco arrisco

Um poema, uma musica algo assim.

Na ausência do mel

Açúcar mascavo, melaço de cana

Vinho do Porto, álcool combustível.

Cláudio Wagner da Silva

Natal, 28 de abril de 2007.

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Posted at às 14:57 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Confusão

Na minha boca passei a sentir teu cheiro,
No meu nariz teu gosto.

Nos meus dedos a pressentir teus sonhos
No meu dia a te ver como as horas que passam.

Não tenho, mas com sair dessa confusão
Tão benéfica para meu corpo.
Que mesmo com a confusão de seus sentidos
Já não consegue mais fingir para o mundo outra forma de sonhar.

Mas de que importa sentidos
Se tudo que quero agora é continuar preso
A essa, nova e deliciosa confusão organizada que é você.

Deusa de meu céu, comandante de minha nave estrelar,Dona dos meus secretos sonhos de doces realidades para dois.

Claudio Wagner da Silva
Natal, 21 de Agostode 2003.

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Posted at às 10:03 on domingo, 22 de abril de 2007 by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Como destruir

Como posso destruir isso que sinto
Como posso separar por vezes por frases
Como posso discutir a vida nova
Como posso mentir verdades plenas
Como posso esquecer aquela cena
Como fazer vidas só para dois
se no final o que restou para nós dois
foi aquilo que tentamos construir, mas quem mandou você fugir
no momento crucial para uma vida que naquela madrugada aborrecida foi embora nem se quer se despediu, para mim logo para mim você mentiu!
Como posso esquecer você que ama
tudo aquilo que eu amo também.
Não, pois jamais que sou seu bem
Único homem que você jurou amar e agora pedes para eu te perdoar,
Mas que esse perdão não seja em vão, e quando outra vez eu te por no coração
Para que possa reatar os sonhos meus, bem no dia que outro beijo tu me deu
Nosso canto só o amor quem não esqueceu.
Sois aquela que veio para perturbar o amor e a vida nova que acabo de começar.

Claudio Wagner da Silva
Natal, 19 de julho de 2003.

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Posted at às 09:48 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under:

Como ser original?!

Como posso ser original
se o que falo, penso e digo
outros já pensaram, muitos já falaram todo mundo repetiu.

Como ser original
se até meu começo milhares já comeram.

Como ser original
se vidas diferentes são clones de outras vidas.

Como ser original
se até meu filho que outra vai nascer
tem a ancestralidade de meus avós e vai ser neto dos meus pais.

Como ser original
em gestos se há milhares de anos
os gestos novos já estavam repetidos.

Como não ser Jesus Cristo de Nazaré se a cruz,
as dores e o sangue podre que carrego!
Vem a muito consumindo minha existência sem motivos de ser ou estar
Que por mais que tente ser original é apenas copia nada original de vida,
tua que se minha seria original.

Cláudio Wagner da Silva
Natal, 06 de setembro de 2003.

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Posted at às 09:43 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 1 heresias   | Filed under:

Só não fala de Flores

Hoje decidi que na minha vida nunca mais irei colher as flores
elas colhidas secam, morrem e perdem as cores
e seu perfume que antes me encantava
com essa morte já não tem se quer odores.

Fui bobo em crer que essa flor quecolhia
seria diferente de outras flores que já me deram muitas alegrias
só que no final com sua morte dores.E quem sou eu?
Poeta de improviso!
para exigir que essa flor tivesse um comportamento
que fosse distinto das outras tantas de sua espécie.

Pois seja a flor que for verbena ou açucenanão
passam de órgão reprodutivo de sua espécie.
E não de amor, sonhos e severas verdades a dois.

Agora só me resta essa aflição solidãode
de quem apostou no errado acreditando que ele daria certo
e na colheita da flor só o que ficou dor e seus espinhos que para sempre vai perfurar o coração de quem errou tentando acerta.É isso amor sem amar!!!!

Natal, CEFET-RN um dia de 2004 para esquecer
Cláudio Wagner

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Posted at às 09:34 on by Postado por Claudio Wagner da Silva | 0 heresias   | Filed under: