Desculpa tua vinda até aqui
sei bem que o subúrbio nuca foi teu lugar,
mas pensa, tais aqui num último agrado a esse que tanto te gostou.
Desculpa se a lápide
não é dais melhores granito importado, mármore
Não deu pra pagar, alias deixa pago.
Desculpa os transtornos
sei bem tua mãe jamais veria aqui
quanto, mas teus amigos, e teu motorista novinho
em carro ainda mais novo.
Desculpa desse feito
se as coisas ocorreram, conforme meus gostos,
certamente nem meus restos mortais
aqui estão nesse cemitério de sombras
onde a sombras comigo.
Desculpa já que devo
ter sido cremado, incinerado, torrado
quem Sá triturado, pelos meus.E minhas cinzas ou restos de mim,atirado ao mar, no ar, na pedra do morcego aonde tantas vezes cheio de vida aterrei meu corpo a buscar esperanças, mas graças a forças das ondas outras tantas quase me encontrei com a morte.
Desculpas
beijos na mãe, pai, crianças,
você e na minha menininha.
Cláudio Wagner
Natal, 24 de maio de 2007.
Epitáfio
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11:22
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quinta-feira, 24 de maio de 2007
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Claudio Wagner da Silva
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Porque Você?
Tá feita à escolha
escola, lápis caderno deixo pra lá.
Tá feito Você
Eu essa noite agarrados,
estou com sono lógico se a musa é nenê,
poeta, noite acordado que bom.
Tá feito espaço
Tempos, adornos 1973
Você Copa do Mundo de 1994
inventamos salas, tempos, gostos nosso amor.
Tá feito mamãe
quer você como nora,
quero tua mãe como sogra,
teu pai gostou de mim.
Tá feito o poema
O pão, o consolo
Vinho bom Eu e Você
Fim... E começo dessa poesia.
Natal, 11 de maio de 2008.
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08:12
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sábado, 12 de maio de 2007
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Claudio Wagner da Silva
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