Sou!?

Sou de novo teu só um poema
deito em tua cama para apaziguar
meus delírios, com e sem suspiro, confiro e, conspiro,
pois já sei bem que não és só minha.
Mas me aninho, apenas os gestos nossos
na hora exata de gozar.

Sou
Apenas alegrias, alegorias, ataque-cárdias
que me provocas os lábios teus, ou tocar
meu músculo e, fazer derramar
sorvete o leite esperto de todo
meu universo de prazer.

Sou
Seu dono mesmo que não sejas minhas,
pois só tens olhos, de paixão por ele,
mas não importa, isso é tão só mente
mais um significado que desconheço como inúmeros
outros, aos quis me socorre os dicionários

Sou
O que te degusta como nem um outro
já que só eu sei como(er) e
te levar ao êxtase, ou transcendente
e imanente do gozar, saciar, sacanear
nú ao te comer.

Cláudio Wagner da Silva
Natal, 26 de julho de 2007.
Poema a Andréia Alves.

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Posted at às 11:41 on quinta-feira, 26 de julho de 2007 by Postado por Claudio Wagner da Silva | 3 heresias   | Filed under: