terça-feira, 10 de novembro de 2009

Por quase nada

Não jamais direi que foi ruim,
pois tudo que resta agora são as muitas lembranças
do que você me proporcionou de bom.

Pra quê essas palavras amargas?
Nada disso coincide com o gosto
dos muitos beijos teu em boca minha.

Por quase nada
quero só meus livros de volta,
meus sapatos que estão embaixo da cama sua,
algumas camisas e a escova de dentes essa podes jogar
ao lixo.

Por quase nada
já não falarei com tua irmã
em lindas noites.

Por quase nada
terei de renunciar
tuas belas amigas.

Por quase nada
terei de encontra outro
barzinho, nova hora para dormi.

Nada!, Nada!!, Nada mesmo se parece
com o dia em que começamos sem rancores
e só amor para da... Agora lamentos, mau dizeres
E em mim uma certeza sou feliz sozinho.

(Ontem quando cheguei em casa)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Adriana

Cheguei você logo se foi
levou seus belos olhos, Teu belo
sorriso e seu jeito que logo me inquietou.

Cheguei à cama à noite
eu tava realmente só será
que ela existe? Peguei
O telefone alô!!! Ela é verdadeira.

Adriana
Vi apenas o vulto de seu
carro ao longe se foi, mas deixou
comigo todas as tuas impressões
que mesmo fora dos versos... Não me sais da cabeça!

Madrugada da minha vida
Claudio Wagner da Silva

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Súbito

Morreu na calçada dos meus desesperos
procurou não revelar o nosso amor.

Discutiu com os Pará - médicos
relutou e relatou que nada dava mais tempo.

Levou para a sepultura numa mortalha fedida
as partes de um corpo que sempre me redeu prazer.

Súbito assim, minha mulher
ficou sabendo do nosso caso,
meus amigos que tenho gostos nada convencionais.

E as hipocrisias iram nos julgar
de não fazermos a natureza um manifesto
para nosso jeito de amar...

sábado, 22 de agosto de 2009

Lucia (Lilith)

A Lua negra
o manto certo a sebverte o dia
a noite.

Moeda rara de face única
a dualidade etéria de contradições.

A Deusa que organiza o Caos.

A Pitonisa de Apólo
teu coração tudo sabe
teus olhos tudo vêem.
Tua boca, fala certa
o futuro.

A concentração do arqueiro
o caminho a seguir. Conspiração, força,Luz,escuridão
essencias da mesma mulher.

Criada da mesma argila não de costelas.
Fala do Deus, enverte, subverte
para dá novo brilho ao mundo dos homens.
Se de Florbela Espanca fosse inspiração
seria “Fanatismo” em Drummond “ Soneto de Fidelidade”.

É nesse mundo poema
A luz mais certa, a água mais limpida
Culinaria e bebida fina.

Aquela que deixa o SER
criador a mercer do própria verbo
a que se fez carne, ossos, oficios
do paraiso se quedou mais feliz.

A caneta tenta seguir Estruções do poeta
Que num sonho Lucia (Lilith) é lhe definir num papel.

Claudio Wagner
Num momento proxima a chegada do dia, julho 07 de 2009.

sábado, 8 de agosto de 2009

Super-nova

Super-nova

Dispersa tua energia mil vezes
mais forte que o Sol, me prende
tuas pernas macias mais que
qualquer outra.

Toma com gosto o suco de macho
que sua língua suavemente fez escorrer.

Vem para meu quarto à noitinha
feito um furacão, pega no que quer,
come o que lhe dar vontade, morde minhas
costa e desliza tua língua em cada constelação
do universo (corpo) que penso ser meu.

Ao meio-dia deixa evapora
o suor meu que teus poros absorveram
durante a madrugada.

Agora depila a intimidade
deixado se umedecer...
Espera super-nova que a noite
entro em e ti faço renascer.

Cláudio Wagner da silva
06 agosto da noite de 2009.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Seguimento de retas

Busco em planos nadas cartesianos
um encontro entre X e Y.

Procuro nas abscissas um lugar
Aonde teu porto de retas se enrosque no meu.

Mando-te meu currículo, mas sou reprovado
pela matemática de tuas escolhas antes de leres
qualidades minhas, não sou a galinha que deixou
o ovo em pé, não peguei tuas amigas isso é mais uma lenda
urbana.

Não vivo só de cama, mas gosto de chocolates,
esmeradas, ouro em pó... Sou meio de lua, porém
resolvo minhas equações em primeiros e segundos graus.

Tenho o exato conhecimento das forças
que movimentam você. Teu movimento fletor,
Teu torque e teu movimento torço. Conheço teu engaste e os cálculos
da resistência do frágil material que lhe compõe.

Ensaio-te nos motéis, nos tubos mil de laboratórios
meus... É frio assim, mas só a ciência pode resolver (reverter).
Teus olhos pontos a busca seguimentos de retas.

Cláudio Wagner da Silva
Agosto, 05 de 2009. Para mais uma na lista de ilusões

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A Beleza

A Beleza
no feio, no esgotado, no esgoto assim
como no resto de você.
A Beleza
na barriga que cresce nas flores que morrem
na pele do lobo, na boca do bobo e no xeque-mate
desse nosso ser e não-ser.
A Beleza
em ser teu escravo, em ficar sem cigarros
e não fumar as cinzas de um cadáver qualquer.
A Beleza
em tua traição, nas pontas da tua mão
e no meu nunca voltar para você.
A Beleza
porém vê sem aceitar...