Hoje

(Claudio Wagner)

Não me resta nada,

nem mesmo o ar correndo macio aos pulmões

para regar a vida.

Hoje fica aqui despedida,

um pouco de soluço

provocado pela desilusão da lágrima.

Hoje respiro a falta da grana

para comprar o cigarro que poucos fumam

e deixo aqui a falta fúnebre

em forma dessa lápide poema

e a certeza alegre do retorno

num castiçal romance.


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