Olhos

(Claudio Wagner)

Derramam sobre mim
o suco fino de tuas retinas
rotinas e prende meu peito teu jeito
olhos cruz que nus de forma cor
definas as grades dessa cela cancela.

Derramam sobre mim
olhos negros cujo
negrume me consume
me resume a ser uma presa
da beleza, deusa andreia (Dulcineia)
desse teu Don Quixote mui amante.

Derramam sobre mim
a fina flor amor, e todos teus
espinhos de carinhos, que na natureza
és realeza e mais fina fonte da pureza.

Derrama sobre mim
todo teu balsamo e me cura
das minhas incertezas e avarezas.

Derramam sobre mim
do teu jeitinho beijos adocicados
champanhe e vinho desse olhar que
chega a ser algo indecente, pois derrama
apenas em nós olhar, o que ele e teu corpo sentem.

Natal, 13 de setembro de 2004.


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