Na ausência

Na ausência do êxtase

A conversa chata de um amigo legal e leal

No custo do fumo o sorriso da preta pedra

No socorro do vômito o bom da ressaca e da maca hospitalar

Na ausência dos fatos

O não aprisionamento das idéias

O arrebatamento do bom, do hálito e do hábito teu.

Na ausência de um acompanhante

Duas putas, pagas, pragas, folgadas e prontas

Na marmita lá da cozinha onde aprontas comigo.

Na ausência da ganância

Sobra dinheiro faltam cofres,

Mas sempre haverão contas para pagar.

Na ausência de Deus e do Lúcifer

A crença nas mães, pais, amigos, filhos e netos.

Na ausência da Lua

Iluminação artificial, néon

Velas até fogueiras.

Na ausência de campainha

Contrato alguém não fico a toa

Corro meus ricos, refaço rabisco arrisco

Um poema, uma musica algo assim.

Na ausência do mel

Açúcar mascavo, melaço de cana

Vinho do Porto, álcool combustível.

Cláudio Wagner da Silva

Natal, 28 de abril de 2007.


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