(Cláudio Wagner)
Assim findou o carnaval da minha vida:
daquela moça tirei a máscara,
voltei ao personagem frio da solidão.
Estou eu, labirinto Pierrot,
de volta ao mundo dos vivos,
sem sonhos, esperanças,
ruas de tambores, clarinetes,
sem drogas e botões de silicone.
Que hábito de mundo nu,
cru de ilusões, preces reais que já não são mais.
Pois ao ser destituído do carnaval daquela moça,
agora sou moço triste a trabalhar sério,
para construir um futuro certo de bagaço,
melaço, palhaço, estilhaço,
pedra e de pó dos retalhos, de quem brincou
o último carnaval daquela moça...
0 heresias: