(Cláudio Wagner)
É doce, bela, massa fina,
é vida estrofe, céu azul retina
e neve fosca ao raiar do Sol.
Sou eu e você, presos num só anzol.
Um dia logo voltarei a tê-los,
brilhantes, soltos, mãos, bocas,
olhos; sonhos de cabelos.
E sorrisos valsas,
Serafins sem fins;
do sonho ao pesadelo
essas grades, fios; alho, esse gosto ruim
Teu corpo, o meu convite ao desespero.
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